Após reunião com Haddad, Pacheco diz que desoneração da folha de pagamento está garantida neste ano

Após reunião com Haddad, Pacheco diz que desoneração da folha de pagamento está garantida neste ano

O PRESIDENTE DO SENADO DISSE QUE OGOVERNO VAI DESISTIR DA VOLTA DA COBRANÇA PREVIDENCIÁRIA PARA 17 SETORES DA ECONOMIA INSERIDA EM MEDIDA PROVISÓRIA.

RODRIGO PACHECO EXPLICOU QUE A REONERAÇÃO DA FOLHA, NO ENTANTO, PODERÁSER DISCUTIDA EM UM PROJETO DE LEI.

Após reunião com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e com as lideranças do governo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, anunciou que a reoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia será excluída de uma medida provisória editada em dezembro após o Congresso Nacional derrubar um veto para manter o benefício. Deputados e senadores decidiram prorrogar até 2027 a troca da cobrança previdenciária de 20% pelo recolhimento de até 4,5% sobre a receita bruta e a isenção para pequenos municípios. Rodrigo Pacheco explicou, que para este ano as empresas contarão com essa compensação. O presidente do Senado disse ainda que o governo deverá encaminhar um projeto de lei alterando o benefício, que será novamente analisado pelo Congresso Nacional. Uma das propostas seria a volta da cobrança escalonada a partir de 2025.  

Em breve o governo deve anunciar a medida tomada para poder retirar da medida provisória o estabelecimento dessas alterações da desoneração da folha de pagamento. E aí eventualmente o governo pode propor alterações, mas o fará por projeto de lei sem eficácia imediata. Portanto, a medida provisória 1202 não terá tramitação da desoneração da folha de pagamento. Isso, portanto, serve aos 17 setores no sentido de suas programações e suas previsões no sentido de que a denominação da folha 17 setores está mantido. Assim será.

Rodrigo Pacheco afirmou que ainda não tem data para convocar uma sessão do Congresso Nacional destinada à apreciação de vetos. Integrantes da Comissão Mista de Orçamento apresentaram um requerimento para a análise imediata do veto que definia um calendário de pagamento das emendas de comissão e do que cortou R$ 5,6 bilhões desses recursos. 

Na verdade é o papel do Congresso na medida que há o veto, é preciso haver a apreciação do veto pelo Congresso Nacional. Nós só não temos a data definida ainda, mas é um tema obviamente que será discutido no Congresso: a manutenção ou rejeição de todos os vetos. Vamos avaliar o dia, será o mais rapidamente possível nós vamos fazer essa apreciação até porque é preciso dar também previsibilidade, decisão sobre essa questão orçamentária. É muito importante que seja feita. Mas não há uma data definida ainda. 

Rodrigo Pacheco confirmou que antes da votação em Plenário, a PEC dos Militares, que impede aqueles da ativa de serem candidatos a cargos públicos, será debatida numa sessão temática, que deverá ocorrer nos próximos dias. Da Rádio Senado, Hérica Christian.